Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

As inundações do furacão Harvey

Mäyjo, 07.09.17

As inundações devastadoras provocadas pelo furacão Harvey em Houston, Texas, EUA, são visiveis nas imagens em baixo.

Com estas imagens antes e depois, pode-se ver as inundações que ocorreram no rio San Jacinto, a leste da cidade. Ao longo de um período de quatro dias na semana passada, muitas áreas de Houston receberam mais de 1.000 mm de chuva, causando inundações torrenciais que inundaram centenas de milhares de lares, deslocaram mais de 30 mil pessoas e obrigaram a mais de 17 mil resgates.

 

Houston_1_-_2.jpg

Foto de dia 13 / 05 / 2017

Houston_2_-_LR.jpg

Foto de dia 30 / 08 / 2017

 

 

 

BANCO ASIÁTICO PARA O DESENVOLVIMENTO: CIDADES ASIÁTICAS NÃO ESTÃO PRONTAS PARA ENFRENTAR CHEIAS

Mäyjo, 21.12.15

Banco Asiático para o Desenvolvimento: cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias

Com o avanço das alterações climáticas os fenómenos extremos vão-se tornando cada vez mais frequentes e rigorosos. Se partes do mundo experienciam secas extremas, outras atravessam inundações que causam prejuízos em vários sectores económicos e por vezes reclamam vidas humanas e de animais.

No último Inverno, este foi um flagelo que atingiu a Europa e mereceu atenções mediáticas alargadas. Contudo, este flagelo é uma realidade anual de muitos países asiáticos, que nem sempre merecem atenção mediática nem soluções governamentais eficientes.

“As cidades asiáticas não estão prontas para enfrentar cheias”, defendeu Amy Leung, diretora de desenvolvimento urbano e divisão de água do Departamento para o Sul da Ásia do Banco Asiático para o Desenvolvimento durante uma conferência do Congresso Mundial da Água.

De acordo com a responsável, as inundações na ásia aumentaram entre três a quatro vezes nos últimos anos e as soluções para lidar com o problema são ineficazes. “Não se está a fazer o suficiente ao nível do planeamento estrutural”, afirma Leung.

Um dos principais obstáculos apontados pela diretora do Banco Asiático para o Desenvolvimento é a falta de uma resposta rápida por parte das cidades às movimentações migratórias. “O planeamento é a curto prazo. Há pessoas a viver em condições deficientes”, sublinha.

Para Amy Leung, a solução para evitar que as cheias na Ásia atinjam as dimensões catastróficas que estamos habituados a ver passa por um planeamento urbano holístico, onde as várias entidades cooperem entre si para criar uma estratégia a longo prazo e eficaz, bem como edifícios e espaços que consigam minimizar os efeitos das inundações.

Foto: Asian Development Bank / Creative Commons

TEMPO EXTREMO VAI TORNAR-SE MAIS FREQUENTE

Mäyjo, 14.11.15

Tempo extremo vai tornar-se mais frequente

Os padrões temporais extremos, como a seca que atinge atualmente a Califórnia ou as inundações que atingiram o Reino Unido no último Inverno, vão tornar-se cada vez mais extremos, de acordo com um novo estudo.

A investigação revela que os chamados “padrões de bloqueio”, quer sejam períodos de tempo quente ou molhado, vão permanecer na mesma região durante semanas, causando ondas de calor ou cheias. De acordo com o estudo, estes padrões de bloqueio têm vindo a tornar-se mais frequentes ao longo da última década.

O estudo foi elaborado por uma equipa de climatologistas alemães, que verificaram que desde 2000 tem havido um “número excepcional de Verões com tempo extremo, alguns causando mesmo grandes danos à sociedade”, cita o Guardian.

Os climatologistas estudaram os meandros das correntes de vento a altas altitudes, que dominam o tempo a latitudes médias, através da análise de 35 anos de dados sobre as correntes eólicas, registados por satélites, embarcações e estações meteorológicas. O estudo revelou que os padrões de bloqueio que ocorrem nestas correntes de vento têm-se tornado muito mais frequentes.

“Desde 2000, temos visto um aglomerado destes eventos. Quando estas ondas de alta-altitude tornam-se quase estáticas, verificamos condições meteorológicas mais extremas à superfície terrestre”, afirma Dim Coumou, no Potsdam Institute for Climate Impact Research. “Estas condições são mais extremas para os tempos quentes”, acrescenta o investigador.

Foto:   futurephonic  / Creative Commons

SISTEMA DE SATÉLITE PODE ANTECIPAR CHEIAS EM CINCO MESES

Mäyjo, 26.10.15

Sistema de satélite pode antecipar cheias em cinco meses

Um sistema de satélite, que utiliza dados da NASA, pode ajudar as pessoas, os governantes e outras autoridades a prepararem-se para uma cheia ou inundação com cinco meses de antecedência, de acordo com um trabalho publicado no domingo passado no jornal Nature Geoscience.

Segundo a pesquisa, desenvolvida pela UC Irvine – Universidade da Califórnia -, o sistema baseia-se na medição de água armazenada nas bacias dos rios, antes da época de cheias. A utilização destes dados, que captam uma imagem mais completa da forma como a água se está a acumular, pode avisar mais rapidamente para possíveis cheias ou inundações – e salvar vidas ou reduzir o impacto das cheias nas infra-estruturas.

A equipa da UC Irvine explicou que a utilização deste sistema nas cheias do rio Missouri, em 2011, poderia ter avisado para a catástrofe entre dois a cinco meses antes. Neste caso, a informação da missão Gravity Recovery & Climate Experiment, da NASA, avisava para a acumulação de águas subterrâneas.

As cheias do rio Columbia, também em 2011, poderiam ter sido avisadas três meses antes de estas terem sido efectivadas. “Estes dados contêm informações hidrológicas importantes, que não são actualmente utilizadas para estimar o potencial das cheias regionais”, explicou o autor do estudo, J. T. Reager. “Isto pode aumentar significativamente a previsão de cheias nas bacias de grandes rios”.

Só nos Estados Unidos, de acordo com o National Weather Service, as cheias são responsáveis por 133 mortes por ano e um total de €2,9 mil milhões (R$ 8,8 mil milhões).

Foto:  DVIDSHUB / Creative Commons